Biomimética: inovação inspirada na natureza


O crescimento da população mundial trouxe também o cultivo de práticas insustentáveis e a natureza, que chegou ao seu limite, começou a cobrar uma mudança de atitudes. E ninguém melhor que ela mesma, depois de mais de 3,8 bilhões de anos de seleção de padrões e estratégias eficientes, duráveis e apropriadas, para nos servir de exemplo.

A biomimética é a área que estuda os princípios criativos e estratégias da natureza, com o objetivo de criar soluções para os problemas atuais da humanidade, unindo funcionalidade, estética e sustentabilidade.

A biomimética tem como princípio a utilização da natureza como inspiração, e de apropriação. A natureza deve ser consultada e não domesticada, assim, reforçando a ideia da sustentabilidade. E tem sido usada em diversos ramos, como, por exemplo, na química, biologia, medicina, arquitetura, agricultura e no ramo de transportes.

Um dos maiores exemplos é o velcro. Criado por George de Mestral, após estudar como os carrapichos ficavam grudados no pelo do seu cachorro. Ao ver a semente pelo microscópio, o engenheiro notou que ela era dotada de filamentos entrelaçados e com pequenos ganchos nas pontas. Ele desenvolveu um processo que funcionava do mesmo modo.

Os organismos da natureza utilizam apenas a energia que necessitam, alguns precisam produzir a sua própria, pela fotossíntese, ou se apropriar de uma fonte alheia pela caça. Outro aspecto é que trabalham em cooperação, respeitam a diversidade, adaptam à forma à função, otimizam o uso ao invés de sobrecarregá-lo, promovem reciclagem para não praticar o desperdício.

A partir de observações sobre a natureza, são desenvolvidas funcionalidades úteis aos humanos. E agora devemos analisar: pensando nos processos de fixação, a Biomimética pode ser fonte de pesquisa? Sim, o princípio é se aprofundar e olhar para as situações de fixação com mais sensibilidade. Fica a dica!

 

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