Porca e parafuso biológicos? Entenda.


A articulação rotativa

Das mitocôndrias, vistas como geradores ou maquinarias das células, até o cérebro, visto como um computador ou uma máquina muito sofisticada, a ciência sempre gostou de fazer comparações entre coisas vivas e máquinas. Porém, não havia sido encontrado antes algo tão similar e mecânico, nos seres vivos, quanto porcas e parafusos.

O quadril do Trigonopterus oblongus não consiste nas articulações tradicionais dos seres vivos, mas de um sistema de porca e parafuso biológicos, no corpo dos carunchos.

 

O parafuso móvel

Os cientistas do Instituto Karlsruhe, na Alemanha, descobriram a bio conexão usando tomografia computadorizada por radiação síncrotron. A primeira rosca biológica tem cerca de meio milímetro de diâmetro. E, ao contrário dos equipamentos feitos pelo ser humano, em que parafusos e porcas são usados para fixar componentes, no caruncho, o sistema é usado para proporcionar o movimento.

Segundo Thomas van de Kamp, coautor da pesquisa, essa construção para o movimento da perna de um animal é absolutamente incomum, com grandes áreas do esqueleto movendo umas por cima das outras. A alimentação da perna acontece através de uma abertura muito pequena no centro do parafuso.

 

A invenção do parafuso

Quadris, ombros, e articulações, em geral, normalmente são baseados em um sistema de bola-e-soquete, que pode ser operado mais facilmente pelo organismo. Segundo Alexander Riedel, coautor do trabalho, agora, foi descoberto que a natureza inventou parafusos e porcas antes do ser humano, porque os carunchos vêm usando essa construção há cerca de 100 milhões de anos. O sistema de porca e parafuso torna os carunchos melhores alpinistas, pois permite que baixem suas pernas muito mais do que outros besouros.

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